sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Tenho medo. Não por mim mas sim por ti. Acredita que vais acabar por sentir a minha falta. A brisa não vai ter mais aquele toque morno quando se sobrepõe na tua pele áspera. Não irá debater sobre o teu rosto da mesma forma. Tal como irá mudar também o facto de, quando, durante a madrugada, de mente descansada sobrevoares as nuvens mais brancas e o céu pouco tenebroso e silencioso, irás sentir a solidão que eu senti. O desgasto que eu senti, quando relia todas as páginas que eu, através de uma simples tinta, solicitei o teu rosto, aquele que é algo que ainda vive bem presente na minha memória. Elas sempre tiveram um cheiro especial. Húmido. Tenho medo por ti, a sério que tenho. Só espero que não te apercebas do teu erro tarde demais. Eu posso não voltar.
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